Vista Alegre

ALMADA NEGREIROS

ALMADA NEGREIROS

José Sobral de Almada Negreiros (S. Tomé, 7 de Abril de 1893 – Lisboa, 15 de Junho de 1970) é uma das figuras mais marcantes da cultura portuguesa do século XX, deixando um legado ímpar nas artes plásticas e na literatura. Como nome destacado da primeira geração de modernistas portugueses, iniciando em 1915 uma ligação à “Revista Orpheu”, assume publicamente o estandarte de Futurista e contribui ativamente para uma rutura estética e social com um passado imobilista.
Além de desenhador, pintor e escritor (da poesia ao romance, do ensaio à dramaturgia, sem esquecer os seus manifestos artísticos e políticos), Almada foi coreógrafo, bailarino e figurinista.
A partir dos anos 30 intensifica a sua atividade como artista plástico, decorando diversas obras arquitetónicas. Como escritor, consagra-se com o romance Nome de Guerra (1938) e a peça Antes de Começar (1943), antes de assinar duas das suas obras públicas mais conhecidas como pintor: as decorações a fresco para as gares marítimas de Alcântara (1943-1945) e da Rocha Conde de Óbidos (1946-1949). Até à sua morte, Almada Negreiros manteve o espírito inquieto, a capacidade crítica e a irreverência que pautaram todo o seu multifacetado percurso.